Pistorius e marginal "corinthiano", trataram de fazer o esporte ser um fato incomum entre duas tragédias.
O esporte não é nada disso.
O esporte é vida, deve sempre ser lembrado por isso.
As duas perdas não são comparáveis a nada que se possa alcançar no esporte, somente ao seu objetivo principal: a vida. E duas se foram tragicamente.
O alerta fica por conta da falta de acompanhamento psicológico dos atletas e da banalização da segurança em geral. Os atletas saem de situações de profunda depressão e problemas sociais para se tornarem astros, e não recebem o devido acompanhamento, pois que os cerca só quer dinheiro e não o bem da pessoa por trás do astro. Nada justifica dormir com uma arma a mão, seja ela para matar baratas... nada. E a segurança pífia dos estádios e locais de competição. Em competições internacionais não se pode supor que os visitantes sejam tão pacíficos quanto os donos da casa (sim, a Bolívia é muito mais pacifica e segura que o Brasil. Lá existe respeito, e se anda pelas ruas tranquilamente). Permitiram que um marginal brasileiro adentrasse o estádio é cometesse uma estupides. Para que fogos de artificio e sinalizadores em estádios e em casas noturnas? É para chamar mais a tenção? É carência?
Estas pessoas que se foram não voltarão... Isso deveria ser motivo para que nada disso se repetisse. Mas a lógica da humanidade prega que "um nunca cometerá o mesmo erro do próximo sabendo o que foi feito". Claro, corretíssimo... por isso que as guerras não são passíveis de contagem.
Paro por aqui. Pois o ódio que sinto da humanidade anda bem aflorado esta semana. Somos um câncer que nada de bom trás a este planeta e o pior: Nem os princípios básicos de auto-preservação e proteção do semelhante praticamos mais. Não somos mais uma espécie, somos uma doença.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Agora vamos falar de...
.. esporte de verdade???
Eu não podia perder a piada.
Abrax.
Novas denúncias sobre corrupção colocam mais uma vez o futebol sob suspeita
Eu não podia perder a piada.
Abrax.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Romário: Copa para inglês ver - IEL
Publicado na Folha de São Pualo do dia 2/2/13
Romário: Copa para inglês ver
NÃO
O sucesso de uma Copa do Mundo de futebol vai muito além do que se vê. Arenas lotadas e jogos televisionados para o mundo todo representam apenas 10% desse grande espetáculo, que une povos e faz o planeta vibrar em torno de uma paixão.
Para um país, sediar uma Copa é uma oportunidade rara --a última no Brasil ocorreu há mais de 60 anos-- de estimular a economia, alavancar o turismo, melhorar a formação das pessoas, expandir e aperfeiçoar a infraestrutura, elevando-a a um novo patamar de acessibilidade.
Analisando esse conjunto de ações, é fácil chegar a uma conclusão: não, o Brasil não aproveitará todo o potencial da Copa.
Seria ingênuo imaginar que uma Copa resolveria todos os problemas de uma nação, mas também não é confortável constatar que o evento poderá aprofundar alguns deles. Assistimos na televisão a um comercial de cerveja que transforma esse sentimento de frustração do brasileiro em pessimismo. Mas não é pessimismo gratuito, é puro realismo de quem vive o dia a dia das grandes cidades. Sim, imaginem, durante a Copa, todos os nossos problemas estruturais agravados pelo fluxo de milhões de pessoas!
O pessimismo do brasileiro é calcado em fatos: a incapacidade dos gestores de planejar atrasou inúmeras obras e, por tabela, encareceu em alguns bilhões o custo do Mundial --R$ 3,5 bilhões, para ser mais preciso--, segundo o último levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU). Para se ter uma ideia do que se poderia fazer com esses bilhões excedentes, vamos fazer uma projeção.
Em 2010, o então presidente Lula anunciou a construção de 141 novas escolas federais de educação profissional ao custo total de R$ 1,1 bilhão. Os R$ 3,5 bilhões acrescidos ao valor total da Copa dariam, portanto, para construir quase 500 novas escolas técnicas no Brasil.
O excesso de gastos, no entanto, não é o pior dos cenários. O tão falado legado social para a população parece ter ficado só no papel. Quase todas as obras de transporte estão atrasadas, a inauguração de algumas, inclusive, já foi remarcada para somente depois do Mundial e outras foram canceladas.
Salvador foi a primeira cidade-sede a cancelar uma obra de mobilidade. A construção de um corredor de ônibus Bus Rapid Transport (BRT) foi riscada da lista de obras para 2014. Em seguida, Brasília cancelou a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
Há ainda os problemas de pouca visibilidade, mas grande impacto social, como as remoções involuntárias. O tema foi destaque no jornal "The New York Times", em março passado. O diário informou que 170 mil pessoas devem ser despejadas até a Copa do Mundo e a Olimpíada, para dar lugar a intervenções urbanas para os eventos. O problema é que as indenizações estão bem abaixo do valor de mercado e, quando são oferecidas moradias, as casas ficam a até 60 km de distância do local de origem.
Vale lembrar, ainda, a naturalidade com que os projetos das arenas desrespeitam a lei que exige 4% dos assentos para deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida. Nos casos em que os projetos preveem reserva de vagas, elas se limitam à margem de 1%, mínimo exigido pela Fifa. Como se as decisões da Fifa fossem mais importantes que a legislação do país.
Depois de ter rodado o mundo inteiro e participado, in loco, de tantos mundiais, posso afirmar, com convicção, que um país só é bom para os turistas se, antes, for bom para o seu próprio povo.
Hoje, não consigo presumir nenhum problema que inviabilize o evento, mas tenho certeza de que os brasileiros ficarão decepcionados ao ver perdida mais uma ótima oportunidade de tornar este país um lugar melhor para se viver.
ROMÁRIO FARIA, 47, ex-jogador da seleção, tetra campeão mundial, é deputado federal (PSB-RJ) e membro da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
O Fenômeno e o Falcão - Juca Kfouri - IEL
Para começar, um post do Blog do Juca Kfouri de 31/01/13.
O Fenômeno e o Falcão.

Que Ronaldo, embora aparentemente disposto a virar pauteiro, não entenda qual seja a função da imprensa é compreensível.
Ele prefere que não se publique que a Copa do Mundo, prometida como a Copa do capital privado, se transformou na Copa do dinheiro público, inclusive, e principalmente, na construção dos 12 estádios que a sediarão. Dos 12!
O Fenômeno quer também que não se noticie que boa parte do legado previsto em infra-estrutura e mobilidade urbana já foi cancelada.
Certamente deseja, ainda, que os relatórios do TCU permaneçam em sigilo.
Difícil mesmo é explicar por que o deputado Rui Falcão, presidente do PT, bate na mesma tecla, ao dizer que as denúncias da imprensa contra a classe política nos aproxima, como país, do nazismo.
Ele não pensava assim quando os jornais denunciavam outros partidos no poder e Lula dizia que havia 300 picaretas no Congresso Nacional.
Porque Falcão é também jornalista, e até dirigiu, entre 1977, em plena ditadura, e 1988, a redação da revista “Exame”, baluarte do capitalismo.
Que há muito a se discutir sobre o papel da imprensa no Brasil democratizado está mais que óbvio.
Mas, devagar com andor.
Porque se pimenta nos olhos dos outros é refresco, imprensa é oposição.
O resto é armazém de secos e molhados, como ensinou Millôr Fernandes.
O Fenômeno e o Falcão.
Que Ronaldo, embora aparentemente disposto a virar pauteiro, não entenda qual seja a função da imprensa é compreensível.
Ele prefere que não se publique que a Copa do Mundo, prometida como a Copa do capital privado, se transformou na Copa do dinheiro público, inclusive, e principalmente, na construção dos 12 estádios que a sediarão. Dos 12!
O Fenômeno quer também que não se noticie que boa parte do legado previsto em infra-estrutura e mobilidade urbana já foi cancelada.
Certamente deseja, ainda, que os relatórios do TCU permaneçam em sigilo.
Difícil mesmo é explicar por que o deputado Rui Falcão, presidente do PT, bate na mesma tecla, ao dizer que as denúncias da imprensa contra a classe política nos aproxima, como país, do nazismo.
Ele não pensava assim quando os jornais denunciavam outros partidos no poder e Lula dizia que havia 300 picaretas no Congresso Nacional.
Porque Falcão é também jornalista, e até dirigiu, entre 1977, em plena ditadura, e 1988, a redação da revista “Exame”, baluarte do capitalismo.
Que há muito a se discutir sobre o papel da imprensa no Brasil democratizado está mais que óbvio.
Mas, devagar com andor.
Porque se pimenta nos olhos dos outros é refresco, imprensa é oposição.
O resto é armazém de secos e molhados, como ensinou Millôr Fernandes.
Espaço para imprensa esportiva livre.
Olá,
A partir de hoje, além de meus textos, colocarei aqui também textos de outros autores, devidamente referenciados e lincados. Serão textos sobre esporte ou sobre assuntos que remetam ou afetem os esportes em geral. Mas o mais importante: serão textos livres, onde os autores denunciam e falam o que pensam sem se preocupar com censura dos meios de comunicação tradicionais.
Colocarei a sigla IEL, de Imprensa Esportiva Livre no final dos posts que não forem escritos de punho próprio.
Abrax.
A partir de hoje, além de meus textos, colocarei aqui também textos de outros autores, devidamente referenciados e lincados. Serão textos sobre esporte ou sobre assuntos que remetam ou afetem os esportes em geral. Mas o mais importante: serão textos livres, onde os autores denunciam e falam o que pensam sem se preocupar com censura dos meios de comunicação tradicionais.
Colocarei a sigla IEL, de Imprensa Esportiva Livre no final dos posts que não forem escritos de punho próprio.
Abrax.
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