As vezes algumas coisas passam a frente dos olhos da gente sem que reparemos nelas. A nossa vida nos força a focar em outras coisas e esquecer algumas mais fundamentais e alguns princípios. E como o título diz, filosofia e juventude parecem não se combinar...será?
Tive uma oportunidade muito interessante neste sábado passado: assistir um exame de faixa no centro sul americano de Aikido. Até nada de anormal, pois se trata de um esporte bem diferente do que praticamos. E a maior diferênça seja a idade, 70 anos no caso do Aikido. Tanta história, tantos princípios... algo que não conseguimos achar no triathlon.
No mesmo dia, continuei com a minha colaboração com a revista Trisport, revisando alguns textos. Nesta colaboração tenho a honra de revisar textos escritos por nada mais nada menos que Fernanda Keller. E o último texto é fenomenal.... (leia a revista!)
Não conseguia desvincular uma coisa da outra, pois lá, no dojo, observando os mestres de 4o, 5o, 6o dam, só passava um cenário parecido na minha cabeça: Kona, Dave Scott, Mark Allen, Fernanda Keller, Paula Newby-Fraser.... ou em tempos modernos Grand Final ITU, Gomez, Brownlee, Frodeno, Withfield....Os mestres de 6o dam e os de 2o, 3o dam.
Que chance de ouro é poder estar com estes mestres. Muito comum no Aikido...nem tanto no triathlon. Mas o olhar dos triathletas é diferente: são ídolos apenas. No Aikido eles são o espelho. Alguém para observar e aprender.... No triathlon também é assim!!!! Sim, nós temos uma história e temos uma filosofia. A simplicidade, a observação, e outros fatores básicos são os mesmos nos dois esportes.
As vezes me sinto um comunista extremo, mas não consigo ver outro fator que tire a simplicidade e conseqüentemente um pouco da essência do triathlon do que o capitalismo. Já falei sobre isso e não vou ser repetitivo, mas continuando a comparação, um mestre de 6o dam é o mesmo, com a mesma roupa e com a mesma sabedoria, no Aikido e no triathlon. Tirem o Gomez da Specialized dele e dêem uma bike comum... ele vai ganhar do mesmo jeito! Com a Keller, com o Allen, com o Brownlee é a mesma coisa. Temos muito que observar e aprender com estes atletas e não somente idolatrar e usar os materiais que eles usam. O que vai te tornar mais próximo a eles são as atitudes e as técnicas, não os ténis e bicicletas que eles usam.
A filosofia é sobre ser, não sobre ter. E para isso não precisa ser velho para saber. Afinal, podemos aprender pela experiência, com o tempo, ou com a inteligência, com os exemplos dos outros.
Abrax.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Brincando de ITU (2)
Pelo jeito vai ter uma série com todas as provas que o Courtney participar.
Abrax.
Abrax.
domingo, 10 de abril de 2011
Essa temporada promete....
Acho que há algum tempo uma madrugada e manhã não era tão recheada de competições marcantes no triathlon como a passada. Tivemos de tudo: ITU WCS Sydney, 70.3 Texas, IM África do Sul, LD Caiobá...
Bem, para não ser repetitivo com a cobertura da mídia, vou me ater aos dois eventos mais marcantes: WCS e IM.
O WCS Sydney foi demais. Quem nunca assistiu uma prova ITU na íntegra não sabe o que está perdendo... dá de 1000 em partida de futebol e corrida de fórmula 1. É muito dinâmica, disputada e muito pouco previsível. E foi assim em Sydney, com indefinições até o penúltimo km da corrida. No feminino, Paula Findlay mostrou sua forte chegada e junto com Barbara Riveros fez um sprint lindo, faturando a prova. No masculino...bem, lembrei de uma frase do Rafa Farnezi: "Meu pai fala que viu Pelé no futebol, mas a gente está vendo o Gomez, Brownlee, etc...". O que o Gomez fez foi fora de série. Na metade do pedal ele caiu e perdeu contato com o pelotão lider. Buscou sozinho e quase na T2 alcançou o fim do grande pelotão. Saiu para correr e com um 30:09 min passou mais de 20 atletas, incluindo irmãos Brownlee. O Alistair pifou com o ritmo alucinante e o Jonathan chegou em segundo, sem poder reagir contra Gomez.
Bem, para não ser repetitivo com a cobertura da mídia, vou me ater aos dois eventos mais marcantes: WCS e IM.
O WCS Sydney foi demais. Quem nunca assistiu uma prova ITU na íntegra não sabe o que está perdendo... dá de 1000 em partida de futebol e corrida de fórmula 1. É muito dinâmica, disputada e muito pouco previsível. E foi assim em Sydney, com indefinições até o penúltimo km da corrida. No feminino, Paula Findlay mostrou sua forte chegada e junto com Barbara Riveros fez um sprint lindo, faturando a prova. No masculino...bem, lembrei de uma frase do Rafa Farnezi: "Meu pai fala que viu Pelé no futebol, mas a gente está vendo o Gomez, Brownlee, etc...". O que o Gomez fez foi fora de série. Na metade do pedal ele caiu e perdeu contato com o pelotão lider. Buscou sozinho e quase na T2 alcançou o fim do grande pelotão. Saiu para correr e com um 30:09 min passou mais de 20 atletas, incluindo irmãos Brownlee. O Alistair pifou com o ritmo alucinante e o Jonathan chegou em segundo, sem poder reagir contra Gomez.
Bem e o IM África do Sul que simplesmente teve Crissie Wellington quebrando o recorde do percurso em 42 minutos!!! Cravando 8:33 horas! A mulher é um monstro... ela foi 8a no geral! E com a melhor maratona do dia!!! 2:52.... meu Deus!
Abrax!
terça-feira, 29 de março de 2011
Brincando de ITU
Não sei quantos dos leitores triathletas são fãs do World Championship Series da ITU, afinal o Ironman é muito forte no Brasil e mesmo que corre provas curtas com vácuo proibido segue a mesma filosofia do Iron...na prova é: eu e eu.
Na ITU a coisa é pouco diferente. O fato do vácuo ser liberado dá um super dinamismo à prova, e a torna mais coletiva. Para alguns isso não é legal, pois cada um deveria ser dono do próprio esforço, mas esse dinamismo permite fazer uma prova de recuperação muito mais plausível, com trabalho em equipe. E apesar do que dizem sobre o ciclismo das provas ITU, o atleta tem que ser muito mais piloto do que em uma prova sem vácuo, pois no pelotão, errou vai pro chão.
Digo isso tudo por que neste fim de semana fiz uma prova de triathlon inédita para mim. Uma prova com vácuo liberado em um circuito pequeno, no Triathlon Santa Cecilia em São Vicente. A prova foi muito boa. Percurso pequeno, técnico e muito divertido. Asfalto perfeito. Houveram alguns incidentes comuns em provas de tri, como o eterno problema dos pedestres querendo atravessar o circuito, mas nada grave. Meu desempenho foi mediano, 12o de 30, mas ainda 7 min do primeiro pelotão. Valeu para entrar em ritmo.
Bem, para fechar, segue um video ótimo, de dentro de uma prova da ITU. E se vocês gostarem do vídeo, podem fazer essa prova em São Vicente, pois já assisti uma prova ITU ao vivo e depois de fazer este tri, garanto que a coisa é bem próxima.
Abrax.
Na ITU a coisa é pouco diferente. O fato do vácuo ser liberado dá um super dinamismo à prova, e a torna mais coletiva. Para alguns isso não é legal, pois cada um deveria ser dono do próprio esforço, mas esse dinamismo permite fazer uma prova de recuperação muito mais plausível, com trabalho em equipe. E apesar do que dizem sobre o ciclismo das provas ITU, o atleta tem que ser muito mais piloto do que em uma prova sem vácuo, pois no pelotão, errou vai pro chão.
Digo isso tudo por que neste fim de semana fiz uma prova de triathlon inédita para mim. Uma prova com vácuo liberado em um circuito pequeno, no Triathlon Santa Cecilia em São Vicente. A prova foi muito boa. Percurso pequeno, técnico e muito divertido. Asfalto perfeito. Houveram alguns incidentes comuns em provas de tri, como o eterno problema dos pedestres querendo atravessar o circuito, mas nada grave. Meu desempenho foi mediano, 12o de 30, mas ainda 7 min do primeiro pelotão. Valeu para entrar em ritmo.
Bem, para fechar, segue um video ótimo, de dentro de uma prova da ITU. E se vocês gostarem do vídeo, podem fazer essa prova em São Vicente, pois já assisti uma prova ITU ao vivo e depois de fazer este tri, garanto que a coisa é bem próxima.
terça-feira, 22 de março de 2011
Tá piorando....
Para deixar todo mundo a par, segue o link:
http://www.mundotri.com.br/2011/03/diogo-sclebin-e-prata-em-santiago-mesmo-com-os-brasileiros-penalizados/
Sugiro uma leitura do texto e principalmente dos comentários.
Os posts do Mundotri tem uma tendência à polêmica. Não sei se é involuntária ou proposital (dá Ibope). Mas o fato é que a polêmica sempre gera infindáveis discussões e exposições de opiniões.
Até aí tudo bem, pois as pessoas se manifestam e, com sorte, coisas produtivas são faladas, novas visões apresentadas, enfim, de uma forma ou de outra ocorre alguma contribuição. Claro que sempre tem algumas pessoas que aproveitam a discussão para zombar da opinião do próximo, como se "ele" tivesse a verdade consigo, mas a gente já sabe que a frustração, e a conseqüente necessidade de auto-afirmação, é um dos grandes "probleminhas" da mente da sociedade brasileira.
Agora o que me parece muito negativo, socialmente falando, é quando a questão é achar certo fazer o errado. É o escancaro do lado mais negativo do Brasil: malandro, omisso e sem caráter. E isso fica claro com meia dúzia de palavras!!! Não é por que a minha opinião "é a certa", muito pelo contrário. No link acima vocês encontrarão opiniões dos dois lados com muita ponderação e argumentação. Mas também encontrarão o típico brasileiro, triathleta no caso.
O problema com regras que nós temos é sério mesmo... Só não é mais sério que a omissão com relação a mudanças: não concorda com a regra, se mexe para que ela mude! Mas não. O grande defeito do brasileiro não é a malandragem ou o mal-caratismo, pois isso tem em todo lugar, o maior defeito é a omissão.
Pro fim deixo um outro link, de um post espetacular do Arthur, sobre dopping e o que pensam os que se dopam. O autor é psicólogo, então tem toda autoridade para tal.
http://arthurmferraz.blogspot.com/2010/12/quando-se-cruza-uma-linha.html
Abrax.
PS: A vida de quem apenas quer que as regras se cumpram anda piorando a cada dia...
http://www.mundotri.com.br/2011/03/diogo-sclebin-e-prata-em-santiago-mesmo-com-os-brasileiros-penalizados/
Sugiro uma leitura do texto e principalmente dos comentários.
Os posts do Mundotri tem uma tendência à polêmica. Não sei se é involuntária ou proposital (dá Ibope). Mas o fato é que a polêmica sempre gera infindáveis discussões e exposições de opiniões.
Até aí tudo bem, pois as pessoas se manifestam e, com sorte, coisas produtivas são faladas, novas visões apresentadas, enfim, de uma forma ou de outra ocorre alguma contribuição. Claro que sempre tem algumas pessoas que aproveitam a discussão para zombar da opinião do próximo, como se "ele" tivesse a verdade consigo, mas a gente já sabe que a frustração, e a conseqüente necessidade de auto-afirmação, é um dos grandes "probleminhas" da mente da sociedade brasileira.
Agora o que me parece muito negativo, socialmente falando, é quando a questão é achar certo fazer o errado. É o escancaro do lado mais negativo do Brasil: malandro, omisso e sem caráter. E isso fica claro com meia dúzia de palavras!!! Não é por que a minha opinião "é a certa", muito pelo contrário. No link acima vocês encontrarão opiniões dos dois lados com muita ponderação e argumentação. Mas também encontrarão o típico brasileiro, triathleta no caso.
O problema com regras que nós temos é sério mesmo... Só não é mais sério que a omissão com relação a mudanças: não concorda com a regra, se mexe para que ela mude! Mas não. O grande defeito do brasileiro não é a malandragem ou o mal-caratismo, pois isso tem em todo lugar, o maior defeito é a omissão.
Pro fim deixo um outro link, de um post espetacular do Arthur, sobre dopping e o que pensam os que se dopam. O autor é psicólogo, então tem toda autoridade para tal.
http://arthurmferraz.blogspot.com/2010/12/quando-se-cruza-uma-linha.html
Abrax.
PS: A vida de quem apenas quer que as regras se cumpram anda piorando a cada dia...
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